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Eu, filho “abençoado’’

Nunca escrevi uma autobiografia, não tive nem tempo nem ambição, mas agora que cheguei ao “Lar definitivo”, o destino de todos, sinto vontade de vos contar a minha história.

Não havia smartphones e mídias sociais naquela época. As comunicações eram feitas boca a boca e com a demora dos correios. Mas, havia  muita gente bondosa, muitos jovens disponíveis e  generosos e, sobretudo, muitos, muitos pobres. As pessoas careciam de bens materiais, lutavam para viver, mas eram ricas em fé e esperança. Eu fui um filho abençoado.

Quando nasci em 10 de dezembro de 1827, encontrei braços amorosos e olhares carinhosos cuidando de mim e de minha saúde. Foram anos de mortalidade infantil muito alta. Meus pais não apenas eram conscientes disso,      mas também tinham experimentado. Seis irmãos morreram antes da minha chegada. Quando abri os olhos com papai e mamãe ainda   h a v i a d o i s , G i a c o m o e Aquilino de 15 e 8 anos.

Meus pais levaram-me para a pia batismal da igreja de Santo

Alessandro em Colonna, minha paróquia, no dia seguinte ao meu nascimento e me deram o nome de Luigi Maria, o nome do avô paterno, e o da Mãe de Jesus. Em casa não me faltou nada.

Eles não tinham problemas econômicos. Meu pai, Ottavio, soube administrar com sabedoria os imóveis na cidade, em San Pellegrino, em Val Brembana e em Torre Boldone, na entrada de Val Seriana.

Minha mãe era de origem francesa e era uma mãe especial: fineza de espírito combinada com uma grande fé. Ela sempre teve muita atenção com a minha saúde e com a mesma intensidade me acompanhou para que eu pudesse respirar a presença de Deus nos acontecimentos do dia a dia, me ensinou a rezar e a ter confiança em Deus. Ela sustentou o meu viver na presença de Deus como Pai de um coração sem fronteiras. Mais uma vez, ela me ensinou a ter olhar sensível e mão aberta para as pessoas necessitadas.

Ela me levava visitar as casas dos pobres  e os enfermos no hospital. E  se ela estivesse ocupada, me confiava a um empregado para acompanhar-me nas visitas.

Enquanto meu pai viveu, eu nunca havia notado suas habilidades gerenciais. Quando meu pai morreu, aos 54 anos, foi uma novidade para mim, que tinha apenas dez anos, observar sua astúcia e prudência na gestão do patrimônio da família. Administrou muito bem, não com o espírito do rico que fala Jesus no Evangelho, mas com o coração sensível às necessidades dos pobres. Com um amor atento, com discrição e gentileza, soube ir ao encontro dos mais pobres.

Agora que a minha tapeçaria e a de sua vida estavam envolvidas na luz de Deus, percebi que ela sabia ler a minha alma. Não contei tudo a ela, mas ela via com o coração: entendeu e intermediou. Ela fez isso ao longo de sua vida.

Mesmo quando me encontrei diante de sérios problemas como padre, ela não se conteve. Ela veio ao meu encontro com grandes sacrifícios financeiros para aquelas iniciativas e obras que o Espírito Santo me sugeria, mas também me recomendou cautela e prudência.

Suas decisões nunca foram impulsivas. Quando decidiu intervir, o fez com espírito de discernimento: pôs na balança a sua estima por mim, a sua confiança  em Deus, Pai   Providente,  o  amor concreto  pelos necessitados  e o conselho do seu diretor espiritual. o entanto, esses foram os nossos pontos de encontro e compreensão. Afinal, ela previu que eu morreria sem um tostão e, nisso, foi profeta. Minha mãe era para mim, como dizem hoje, “meu anjo da guarda”. Ensinou-me a fixar o olhar em Deus,

o Pai infinitamente amável para  todos os seus filhos, em Jesus, que da árvore da Cruz abre os braços   em um abraço sem fronteiras para o  mundo inteiro.

Ela me ensinou a fixar meu olhar e meu coração em Maria, sua Mãe e nossa, que permaneceu em pé e dignamente diante da cruz, a maior provação de sua vida. Com minha mãe aprendi a recorrer a Maria e com a experiência do afeto materno deixei-me inspirar quando desenhei o esboço de uma estátua a ser colocada na igreja da Casa Mãe: Maria aponta para o Coração do  Menino Jesus e o Menino Jesus indica o Coração da Mãe o caminho para alcançá-lo: “a Jesus por Maria”.

Nas escolhas da minha vida, nem sempre fáceis, mas que sempre me trouxeram paz e alegria, sempre tive dois grandes mistérios em mente: a Anunciação e a Encarnação. Estes dois “sim” inspiraram-me: o sim de Maria ao anúncio do anjo e o sim de Jesus ao Pai a entrar na história para procurar e salvar a humanidade dispersa.

Font: Elisabetta Plati, Luís Maria Palazzolo Santo, “Carícia de Deus para os mais pobres”

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